Estrangeiros revêem projetos
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quinta-feira, 07 de junho de 2001
Agência EstadoDe São Paulo 
A Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet) está revisando todas as suas projeções macroeconômicas para este ano, em razão da crise de energia. O fluxo de investimentos diretos estrangeiros deve sofrer forte retração. A previsão anterior era de ingressos da ordem de US$ 22 bilhões neste ano. Caiu para US$ 18 bilhões em razão do racionamento.
Além do esgotamento natural das oportunidades e do fim do processo de privatizações, a crise energética torna o cenário muito menos favorável ao investimento estrangeiro, apontou um boletim da Sobeet divulgado ontem. Essa redução amplia a necessidade de buscar outras formas de financiamento externo, destacou.
O crescimento do PIB, anteriormente previsto para 4%, foi revisto para 2,5%, com o setor industrial sendo o mais afetado pelas medidas de contenção. A trajetória dos juros pode ter uma elevação no curto prazo, mas as taxas devem encerrar o ano próximas ao nível atual de 17%, já que o desaquecimento provocado pelo efeito da crise energética deve arrefecer as pressões inflacionárias pré-existentes e dos aumentos tarifários.
Em relação à balança comercial, a Sobeet afirmou que as importações gerais crescerão menos. No entanto, a crise deve provocar aumento das importações de equipamentos relacionados ao setor energético. O saldo comercial deve ser pouco atingido e deve ficar no mesmo nível previsto anteriormente, com déficit de US$ 1,5 bilhão.
Já a taxa de câmbio deverá continuar a ser pressionada não só pelo efeito do menor fluxo de investimento direto estrangeiro, mas pela demanda por hedge. A taxa prevista para 31 de dezembro foi revista de R$ 2,15 para U$ 2,30.


