Curitiba - A Positivo Informática, fabricante de computadores instalada em Curitiba, pode ser vendida para grupos globais como HP, Dell, Lenovo e Acer. A direção da companhia paranaense não comenta o assunto mas, segundo analistas de mercado ouvidos pela Folha, o momento de desvalorização do mercado acionário é bom para compras de empresas.
O analista de investimentos, Raphael Cordeiro, acredita que a venda da companhia seja possível, apesar de ainda não haver nenhuma confirmação oficial. ''A Positivo Informática é uma empresa que foge um pouco do foco principal do grupo que é a educação'', disse. Hoje, fazem parte do grupo a Universidade Positivo (Unicenp), gráfica e escolas. Segundo ele, os softwares educacionais representam pouco do total do faturamento do grupo.
Cordeiro disse que algumas corretoras de valores acreditam que a empresa pode mesmo ser vendida. A companhia que comprar teria a obrigação de oferecer o mesmo valor por ação para todos os acionistas. Isso porque a Positivo faz parte do novo mercado que é nível mais alto de governança corporativa.
Só para ter uma idéia da oscilação das ações da empresa, os papéis estrearam na bolsa com valor de R$ 23,50 em 11 de dezembro de 2006. Em 2007 atingiram o pico de R$ 49,50 e ontem fecharam a R$ 5,45. Desde o início deste ano, o valor das ações acumula queda de 86,4%.
Apesar da queda nas ações, de janeiro a setembro, o faturamento bruto atingiu R$ 1,6 bilhão, valor 17% superior ao mesmo período de 2007. O consumo de computadores segue em alta, o que torna a empresa ainda mais atrativa para as grandes companhias globais.
O analista de mercado Mohamed Talah Junior disse que nada ainda foi confirmado pela Positivo. Ele lembrou que as ações da companhia estão muito baratas e que a empresa teve um crescimento espantoso nos últimos dois anos favorecida pela queda do dólar.
As condições de compra dos computadores e notebooks também foram facilitadas, o que alavancou as vendas destes produtos. Para ele, a venda da companhia vai depender do valor da oferta. ''O grupo tem uma concentração forte na área de educação. A informática veio mais para diversificar'', destacou. Talah Junior disse que o interesse dos grupos estrangeiros pela compra surgiu com a queda das ações, mas há duas semanas a empresa teria dito que não estava à venda.

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