O volume de investimentos diretos estrangeiros (IDE) que entraram no País em setembro foi o mais baixo desde a desvalorização cambial, em janeiro de 1999. De acordo com os dados divulgados hoje pelo Banco Central (BC), esses investimentos totalizaram US$ 1,056 bilhão em setembro, enquanto em janeiro de 99 foram de US$ 1,018 bilhão.
Esse desempenho ruim, entretanto, não está se repetindo esse mês. O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, disse que até segunda-feira, os investimentos diretos estrangeiros terão chegado a US$ 1,343 bilhão. A expectativa do governo é que até dezembro a entrada de recursos para investir em projetos de longo prazo, característica do IDE, aumente dos US$ 21,255 bilhões acumulados até setembro para US$ 26 bilhões.
Com isso, o governo espera cobrir o déficit em transações correntes, que inclui a balança comercial, pagamentos de juros, gastos com viagens internacionais, entre outras despesas, inteiramente com investimentos de longo prazo. A expectativa é que o déficit em transações correntes fique em cerca de US$ 26 bilhões.
Os espanhóis são hoje os que mais investem no Brasil. Os dados do BC mostram que 25,4% do IDE total vem da Espanha, totalizando US$ 4,788 bilhões. Os Estados Unidos estão em segundo lugar, respondendo por 22,2% do IDE total. A França vem logo em seguida, mas bastante distante de espanhóis e americanos, com apenas 8,9% do investimento total.

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