Estradas precisam ser recuperadas para escoar a safra
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2003
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba O secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento e vice-governador, Orlando Pessuti, e o dos Transportes, Waldir Pugliesi, devem se reunir hoje com o governador Roberto Requião (PMDB) para pedir uma liberação extra de verba, antes do encerramento da moratória de 90 dias, prevista para o final do mês que vem. Os secretários precisam de dinheiro para custear ações emergenciais nas estradas estaduais não pedagiadas.
O diagnóstico completo sobre a situação das estradas estaduais será apresentado hoje para o governador. Ontem, equipes de técnicos das duas secretarias se reuniram, durante toda a tarde, com os secretários para discutirem quais ações são emergenciais e como elas serão enfrentadas. A prioridade é dar condições para o escoamento da safra agrícola que está para começar. Nessa época costuma aumentar o número de caminhões trafegando em todo o Estado, principalmente rumo ao Porto de Paranaguá.
De acordo com o presidente da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), Nei Caldas, os 4 mil quilômetros de estradas estaduais estão em situação de calamidade, sendo que em muitos locais o asfalto simplesmente sumiu. ''Há oito anos que essas estradas não recebem qualquer tipo de manutenção'', lamentou.
Entre os casos considerados emergenciais, Caldas apontou a estrada que liga os municípios de Cândido de Abreu (191 quilômetros ao sul de Apucarana) a Reserva (98 quilômetros ao norte de Ponta Grossa). O asfalto sumiu em vários trechos dessa estrada, comprometendo tanto o escoamento da safra agrícola como está colocando em risco a vida de crianças que utilizam a estrada para irem à escola.
Para se dirigir ao Porto de Paranaguá, os caminhões estão dando uma volta que aumenta de 100 a 150 quilômetros a extensão percorrida, o que eleva o custo do frete, disse Caldas.


