Os estoques governamentais de grãos e de algodão são de 4,3 milhões de toneladas, de acordo com o mais recente levantamento da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. Além de estarem nos níveis mais baixos dos últimos anos e representarem quase a metade do volume mínimo de 10% da produção nacional recomendado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), esses estoques se concentram basicamente em milho (mais de 80%) e arroz (cerca de 10%).
Praticamente não há mais estoque de feijão e fécula de mandioca, e restam poucas toneladas de soja, trigo, farinha de mandioca e algodão em pluma. O problema com o milho, no entanto, vai além da grande quantidade, de 3,7 milhões de toneladas, das quais 1,6 milhão de toneladas em EGF e 2,1 milhões em AGF.
Quase a metade do milho estocado está concentrada em Goiás, com 1,8 milhão de toneladas, seguido por 717 mil toneladas de Mato Grosso, locais onde o transporte para as regiões consumidoras acaba se tornando muito caro. No caso do milho, o governo aposta numa solução rápida: incentivos para que os agricultores antecipem o plantio da safra de verão. Mesmo assim, teme pela explosão dos preços do produto até o final do ano. A Conab não acredita na importação como saída provisória. O milho importado geralmente é de baixa qualidade.
O total de arroz estocado pelo governo é de 432 mil toneladas, das quais 206 mil toneladas em EGF e 225 mil toneladas em AGF. Dos outros produtos, restam 21,2 mil toneladas de farinha de mandioca (12 mil toneladas em EGF e 9 mil toneladas em AGF), 19,8 mil toneladas de algodão em pluma (17,8 mil toneladas em EGF e 2 mil toneladas em AGF) e 44,5 mil toneladas de soja em EGF.

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