Estoques de açúcar não está nos planos do governo
O secretário de Produção e Agroenergia, Manoel Bertone, do Ministério da Agricultura, afirmou que, apesar de ser possível ter estoques públicos de açúcar, essa política está descartada neste momento. ''Esse momento não é adequado'', afirmou. O argumento é que os atuais preços do produto tornam inviável a compra por parte do governo.
No ano passado, a redução na produção de açúcar na Índia, maior produtor mundial, elevou os preços da commodity no mercado internacional, variação que também chegou ao mercado interno. ''Os preços subiram e não dispúnhamos de grandes instrumentos para resolver essa situação. Cana também é etanol'', disse, referindo à dificuldade para atender todas as demandas do setor sucroalcooleiro.
Ele admitiu que a alta de preços no mercado interno não foi ainda maior porque muitas empresas tinham estoques. O secretário ressaltou que o governo está atento ao problema. ''Sei que a alta de preços tem um impacto muito forte para o custo de vida'', admitiu.
Para ele, a produção prevista para 2010 garantirá o equilíbrio de mercado. De acordo com a primeira estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2010/11 de cana-de-açúcar, as usinas produzirão 38,7 milhões de toneladas de açúcar neste ano, em comparação com 33 milhões de toneladas no ano passado.
Bertone também comentou sobre o teor de sacarose da cana, previsto para 134 quilos por tonelada em 2010. Esse rendimento, disse ele, ainda é inferior ao potencial de 138 quilos por tonelada. Para o secretário, é possível que a produção de etanol e açúcar fique acima do previsto ontem pela Conab. ''As condições climáticas influenciam o teor de sacarose'', completou. (F.S./AE)





