Estoque de empregos no PR cresce 4,72% neste ano
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Victor Lopes <br> <br> Reportagem Local 
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou ontem os números do Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referente ao mês de setembro. Na análise nacional, houve um crescimento de 0,39% no estoque de empregos formais, com geração de 150.334 postos de trabalho. No acumulado do ano, a expansão foi de 4,15% no nível de emprego. O Paraná seguiu a tendência nacional, com criação de 9.559 vagas, crescimento de 0,37% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior e 4,72% no acumulado anual.
Já em Londrina a situação ficou bem abaixo da média estadual. Dentre os 53 municípios do Estado com mais de 30 mil habitantes, a cidade ficou entre as piores colocadas, com saldo negativo entre admissões e desligamentos de 121 postos de trabalho, uma variação relativa de -0,08%. Foram 8.331 admissões contra 8.454 desligamentos. A pior cidade foi Araucária, que ficou com variação relativa em setembro de -1,94%. Das 53 cidades paranaenses avaliadas, apenas dez tiveram mais desligamentos do que admissões.
Quando a comparação é com setembro do ano passado, tanto o Brasil quanto o Paraná sofreram com a diminuição na geração de empregos. No País, a redução foi de 28% (209 mil para 150 mil empregos formais) enquanto no Paraná a queda foi de 27,35%: 13.157 em 2011 para 9.559 este ano. Apesar disso, o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos do Paraná (Dieese-PR) Sandro Silva comenta que a tendência é que esta desacelaração na geração de emprego vá caindo gradativamente. ''Quando analisados os meses de agosto, por exemplo, o País havia gerado 47% menos empregos do que em 2011, enquanto o Estado 43%.''
Para o economista, a desacelaração no Paraná é inferior à média nacional devido a economia paranaense ser bastante diversificada, sendo que alguns setores acabam sofrendo menor impacto do que outros. A expectativa é que neste último trimestre as medidas governamentais para reaquecer a economia tenham maior impacto nos números. ''Se analisarmos que existe uma expectativa de crescimento do PIB de 1,5% para 2012, acredito que o Brasil está gerando até muitos empregos'', completou Silva.


