Estivadores não acatam a decisão de terminar greve
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segunda-feira, 10 de julho de 2000
Agência Estado De São Paulo 
O Tribunal Regional do Trabalho determinou ontem pela manhã o retorno ao trabalho no Porto de Paranaguá a partir das 19 horas, mas até as 21 horas os estivadores ainda não tinham conseguido se entender e muitos se recusavam a cumprir a decisão judicial. O impasse era grande e para evitar risco aos próprios trabalhadores foi determinado um reforço policial na faixa portuária. A briga que já dura cinco dias é entre os estivadores contratados e os registrados pelo sindicato e Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo).
Os registrados não aceitam que os contratados assumam funções de chefia na escalação de trabalho para operar os navios. Pela lei de Modernização dos Portos, 80% da mão-de-obra deve ser formada pelos registrados, enquanto que os outros 20% ficam com os contratados. Mas por um acordo informal foi aceito um percentual de 50%.
Devido à revolta dos contratados, o caso foi parar no Tribunal Regional do Trabalho, nas mãos do juiz Nassif Alcure Neto. Ele determinou que fosse cumprida a lei. Durante toda a tarde foram feitas reuniões no Ogmo e no Sindicato dos Estivadores, mas sem que houvesse solução.
Devido à paralisação no porto, 10 navios que estão atracados deixaram de carregar. Há outros 13 ao largo aguardando vaga para fazer a movimentação de carga. O Porto deixa de arrecadar pelo menos R$ 1,5 milhão em cada dia que fica parado, afirmou o diretor empresarial do Porto, Lourenço Fregonese. Ele informou que outros 11 navios para carregar soja, açúcar e automóveis estão previstos para chegar em 48 horas.


