Estivadores iniciam greve no Porto de Paranaguá
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terça-feira, 04 de março de 1997
Sucursal de Curitiba e Agência Estado 
Depois de 48 horas do início de uma operação padrão, os estivadores do Porto de Paranaguá decidiram entrar em greve a partir do meio dia de hoje. A paralisação atinge apenas o setor da estiva, que é formado por 2,4 mil trabalhadores. A greve é por melhores salários e pode comprometer o escoamento da safra de soja que começa a ser embarcada.
Filas de caminhões começam a se formar na entrada do porto por causa do movimento dos estivadores. A operação padrão provocou um retardo na liberação dos caminhões, que aguardam a autorização para o desembarque. Com a greve, a espera deve aumentar.
Os estivadores dizem que o movimento é apenas por 72 horas, mas pode ser estendido se as negociações com as operadoras do porto não avançarem. Os estivadores querem um reajuste de 21%. O percentual foi concedido a todas as demais categorias dos portuários, menos para nós, que estamos há dois anos sem reajuste, afirmou o secretário do Sindicato dos Estivadores, Presciliano Rodrigues.
O Sindicato dos Operadores Portuários recebeu o comunicado da greve ontem no final da tarde. As agências operadoras se opõem à greve alegando que haverá desvio no embarque de carga para os portos de São Paulo e Santa Catarina.
SantistasEm Santos (SP) os estivadores do porto, num total de 5 mil trabalhadores, decretaram estado de greve, durante assembléia realizada no final de semana, mas decidiram continuar negociando com o Sindicato dos Operadores Portuários de São Paulo, até o final do mês.
Ontem à tarde, as partes reuniram-se no Sindicato dos Estivadores para discutir a questão. De acordo com José Soares Menezes, diretor da entidade, a categoria está tentando, de todos os modos, evitar a paralisação. Os estivadores reivindicam 12,29% de reposição salarial, 7% de aumento real, 7% de produtividade e R$ 1.500,00 de participação nos resultados.


