Estivadores descartam greve de solidariedade
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 03 de abril de 1997
Sucursal de Curitiba 
Os estivadores do Porto de Paranaguá descartaram ontem qualquer possibilidade de entrar em greve nos próximos dias, em solidariedade ao pessoal filiado ao Sindicato dos Portuários de Santos, que paralisaram suas atividades anteontem por que a Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa) interrompeu a contratação de trabalhadores avulsos em seu terminal portuário.
Em Paranaguá, os trabalhadores tiveram uma série de reinvindicações trabalhistas atendidas no mês passado e não há clima para greve no momento, avaliariam os estivadores.
Os funcionários do Porto de Paranaguá fizeram greve no início do mês passado, reivindicando reajuste salarial de 25% mais o pagamento de 27% retroativos a março de 1996.
As reivindicações foram atendidos pela direção do porto e os funcionários negociam agora as cláusulas sociais, que serão reunidas num aditivo ao acordo fechado no mês passado. Outras conquistas dos trabalhadores foram o reconhecimento de sua data-base em março e a implementação dos turnos de seis horas de trabalho.
Os 2,4 mil estivadores de Paranaguá reivindicam ainda que o porto pague um plano de saúde para eles e suas famílias.
O diretor do Sindicato dos Estivadores Hélio Alves dos Santos descarta a possibilidade de greve em outros setores do Porto de Paranaguá. Segundo ele, outras categorias de trabalhadores, como conferentes e arrumadores, estão em negociações salariais com a direção do porto e uma greve agora prejudicaria as conversações. Eles preferem manter o diálogo com a administração antes de iniciar uma paralisação.


