Os estivadores voltaram a trabalhar normalmente ontem no Porto de Paranaguá, depois de 24 horas de paralisação. Parte dos trabalhadores discorda da forma que a divisão de trabalho está ocorrendo, mas o Sindicato dos Estivadores da cidade afirma que está apenas cumprindo a Lei 8.630, que trata da modernização dos portos. Procuradores do Ministério Público, que estiveram reunidos com representantes dos estivadores na quarta-feira, vai voltar a Paranaguá na segunda-feira para garantir que a lei seja cumprida.
A lei que rege os serviços do porto determina que o Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo) dê preferência de trabalho para os estivadores registrados, que são 480. Se for necessário, serão chamados os cadastrados, que são 1,2 mil. Esses queriam que o sindicato renovasse o acordo coletivo de trabalho que venceu no dia 31 de agosto, que dividia o trabalho igualmente entre as partes.
Sem a renovação, o Ministério Público determinou que se cumprisse a lei. Segundo o procurador do Trabalho Ricardo Bruel da Silveira, o órgão se preocupou em criar oportunidade para que todos trabalhassem. ''Foi exigido que se cumprisse nova jornada. O estivador deve trabalhar seis horas e descansar 11'', relatou. Segundo ele, o ministério precisa trabalhar para que a legislação seja cumprida. ''Nosso interesse é tutelar o trabalho portuário'', afirmou.
Um dos diretores do Sindicato dos Estivadores, Antônio Carlos Bonzato, afirmou que o trabalho no Porto de Paranaguá foi normal ontem e negou que os estivadores tivessem instituído uma ''operação tartaruga'', cogitada por alguns estivadores. ''O dever do sindicato como entidade, mesmo que não agrade a todos, é fazer com que a lei seja cumprida'', afirmou. Ele disse que o volume de cargas e a nova jornada vão fazer com que haja trabalho para todos.

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