Estivadores ameaçam parar Porto de Paranaguá na 2ª
Carmem Murara
De Curitiba
Com a ameaça de entrarem em greve a partir de segunda-feira, os portuários de Paranaguá passaram o dia de ontem reunidos com representantes dos operadores e do Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo). Eles discutiram o impasse criado com a decisão do delegado substituto da Delegacia Regional do Trabalho, Jorge Luiz de Sousa Martins, que determinou o cumprimento das normas para escalação dos trabalhadores. O delegado quer fazer cumprir a Lei de Modernização dos Portos que repassa ao Ogmo a contratação dos estivadores e arrumadores, esvaziando o poder dos sindicatos.
Pela lei, o Ogmo não precisa mais do aval dos sindicatos nem do espaço físico que eles possuem para fazer a contratação diária de pessoal. Esta mudança já foi alvo de protestos neste ano. Em agosto, os estivadores chegaram a quebrar a sede do Ogmo em Paranaguá, pois os operadores portuários quiseram mudar a forma de recrutar os trabalhadores. Depois de muita negociação, os dois lados concordaram em fazer a mudança aos poucos para evitar um problema social no município.
Segundo o presidente do Sindicato dos Estivadores, Ubirajara Maristany, a mudança representará o desemprego para muitos portuários. Sabemos que a lei vai ser implantada, mas não pode ser de um dia para o outro, afirmou Maristany.
A Delegacia Regional do Trabalho deu um prazo de 20 dias para que seja feita a alteração. Tanto os trabalhadores quanto o Ogmo e operadores avaliam que não é possível cumprir o prazo estabelecido. A multa para quem infringir a lei é de R$ 400 mil.





