Curitiba- O presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Luiz Sorvos, disse que a estiagem será um ''desastre para a economia'', se o governo federal não tomar providências de prorrogar os financiamentos dos produtores rurais. De acordo com ele, o Sudoeste já enfrenta a terceira perda de safra com a seca.
Segundo Sorvos, os municípios mais afetados são Barracão, Bela Vista da Caroba, Bom Jesus do Sul, Chopinzinho, Capanema, Coronel Vivida, Enéas Marques, Dois Vizinhos, Flor da Serra do Sul, Marmeleiro, Manfrinópolis, Nova Esperança do Sudoeste, Planalto, Pranchita, Pérola do Oeste, Pinhal de São Bento, Realeza, Renascença, Salgado Filho, Salto do Lontra, Santa Isabel do Oeste, São João, Tapejara do Oeste e Verê.
As principais culturas atingidas foram milho, soja e pastagens. De acordo com ele, a estiagem já está afetando a economia dos municípios e o comércio esta estagnado. Ele ainda não tem números da queda da arrecadação de tributos dos municípios mas, disse que já há redução no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e no Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que é formado por IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e pelo Imposto de Renda. Os municípios recebem 22,5% da arrecadação com estes impostos. ''As providências por parte das autoridades são para ontem. Nós vamos para o fundo do poço em 2007 se as coisas continuarem assim'', declarou.
O prefeito de Flor da Serra do Sul, Luiz Carlos Guimarães, município do Sudoeste, disse que a região passa pelo terceiro ano consecutivo de estiagem. ''As consequências estão se agravando cada vez mais. Os agricultores estão descapitalizados'', afirmou. Ele contou que, devido à estiagem as pastagens diminuíram e a produção de leite também foi prejudicada. O prefeito ressaltou que o preço que está sendo vendido o milho e soja não paga o custo. Com a crise da agricultura, ele lembrou que o consumo da população local diminuiu. Mas ele ainda não tem uma estimativa das perdas que o Sudoeste teve com tributos.(A.B)

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