Estiagem seca planos da indústria de sucos
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2003
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
O Paraná vai produzir menos suco de laranja em 2003. A safra das três empresas que processam a fruta no Estado foi frustrada por problemas climáticos, resultando em diminuição do volume esmagado. Paraná Citrus, Citri (ambas de Paranavaí) e a cooperativa Corol (de Rolândia) finalizam a colheita da laranja até o dia 20 de dezembro. O normal é encerrar a produção em novembro, mas como o clima seco interferiu na florada, o processo atrasou.
Na Paraná Citrus, que pertence à cooperativa Cocamar, a safra deve quebrar em 22%. A estimativa inicial era produzir 12 mil toneladas de suco concentrado, repetindo os resultados do ano anterior. Após os problemas climáticos, o número foi revisto para nove mil toneladas, informou o superintendente Antônio Ailton Basso.
Ele comentou que, além da estiagem enfrentada em 2003, o ano passado foi de alta produtividade. Como a cultura tem ciclo bianual (alternância entre anos de alta e baixa produtividade), uma pequena quebra já era esperada. A empresa tem três mil hectares (ha) de pomares em produção. Outros três mil ha estão em formação e devem começar a produzir em 2005. A partir de 2006, a Paraná Citrus deve dobrar o volume de frutas esmagadas, atingindo sua capacidade total.
Na cooperativa Corol, a quebra será maior, de 39%. Serão processados 3,3 mil toneladas de suco concentrado, ante 4,6 mil toneladas obtidas em 2002. A empresa tem, atualmente, 3,2 mil hectares plantados, entre áreas em produção e formação. As informações são da assessoria de imprensa da cooperativa.
A Citri não divulgou a estimativa de produção para esse ano. Segundo o gerente geral Paulo Pratinha, como a colheita atrasou, os números finais ainda não foram fechados. Ele adiantou que a empresa também vai processar menos suco que no ano passado. ''Em alguns pomares, houve quebra significativa'', disse.
Quase toda a produção de suco do Paraná é exportada. A tonelada do produto, no mercado internacional, está cotada a US$ 1.050. O preço é estável, mas o mercado espera desvalorização por causa da super safra anunciada pelos Estados Unidos para o ano que vem.


