Neste ano, que os produtores paranaenses estavam na expectativa de ganhar mais com a produção nacional de trigo em função das dificuldades de importação, a estiagem ameaça as lavouras da região Norte do Paraná. O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, já admite que pode haver quebras de produção de trigo nos municípios de Cornélio Procópio, Londrina e Maringá.
De acordo com a engenheira agrônoma do Deral, Vera da Rocha Zardo, não chove no Norte há cerca de 40 dias.
Muitas lavouras já estão com fraco desempenho (stand baixo) e sofrem com infestação de doenças e pragas que obrigam os produtores a aumentar as aplicações de agrotóxicos.
''São indícios de queda na produtividade e elevação dos custos de produção'', afirma a agrônoma.
A expectativa de colheita de trigo da região é de 889 mil toneladas, que representam 37% da produção estadual, estimada em 2,4 milhões de toneladas para a safra deste ano. No Centro-Oeste, que contribui com 13% da produção estadual, ocorreram chuvas de baixa intensidade no último fim de semana, que foram suficientes para amenizar a situação. Mas se a estiagem persistir, o quadro também pode se complicar nessa região, informa a agrônoma.
Este ano os preços estão animadores para os produtores, concorda o assessor econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Flávio Turra. Segundo ele, já estão sendo fechados contratos antecipados da safra nova a R$ 350,00 a tonelada, um valor considerado satisfatório para o período de safra. (V.C.)

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