A estiagem interrompeu o plantio da safra de verão em todo o Paraná, com exceção apenas dos Campos Gerais, onde as chuvas interromperam a colheita do trigo. A falta de chuvas - no Oeste, Sudoeste, Noroeste, Norte e Norte Pioneiro - já começa a trazer preocupações para produtores e técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab). Na região central choveu, mas não o suficiente.

Nos 28 municípios da região Oeste, atendidos pelo Deral, os agricultores precisaram interromper o plantio da safra de soja e milho porque não conseguem preparar o terreno em decorrência da estiagem.

A economista do Deral, Jovir Esser, explica que somente após as precipitações deixarem o solo em boas condições que os produtores poderão retomar os trabalhos. Ela completa que alguns agricultores estão há cerca de 15 dias com as atividades paralisadas em decorrência da falta de chuvas que surgiram no início deste mês, mas depois sumiram.

Jovir acrescenta que até o momento, apenas, 35% da produção de soja estimada para a região Oeste já foi plantada. Existe uma previsão de que sejam plantados 370 mil hectares, volume 11% superior à quantidade registrada ano passado de 329 mil hectares. Somente em Cascavel, deverão ser plantados 74 mil hectares da cultura. ''Mesmo com o aumento da área plantada, as perspectivas de colheita são menores, pois os fatores climáticos do ano passado foram mais favoráveis'', diz.

Já em relação ao milho, a área plantada deverá ficar em torno de 30% menor que a registrada em 2000. Se no ano passado foram plantados 113 mil hectares da cultura, para esta safra está previsto o plantio de 87,3 mil hectares nos 28 municípios atendidos pelo Deral. ''A falta de incentivos e os baixos preços pagos na última safra desestimularam os produtores que preferiram investir mais na soja'', ressalta Jovir.

A economista completa que os agricultores esperam que as previsões de chuva para a região feitas pelo Sistema Metereológico do Paraná (Simepar) sejam confirmadas. Ela garante que até o momento não foram registrados prejuízos pelo atraso no plantio, entretanto se a estiagem persistir muitos produtores poderão ter sua produção comprometida.

Vera Zardo, do Deral, esclarece que a falta de chuvas está preocupando, principalmente porque o problema vem acontecendo em várias regiões do Estado. Ela afirma que além da região Oeste, os produtores da região Norte e Noroeste também estão tendo muitas dificuldades para completar o plantio de soja e milho. A economista conclui que a soja está com 30% do total previsto plantado e o milho com 77% em todo Estado, números que ela avalia como normais.

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