Estiagem faz cesta básica disparar 13% em Londrina
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terça-feira, 04 de março de 2014
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
O custo da cesta básica em Londrina sofreu alta de 13,86% em fevereiro sobre o mês anterior, a maior desde o início da pesquisa feita pela Faculdade Pitágoras de Londrina, em maio de 2002. A disparada dos preços de alimentos foi causada pelo forte calor e pela seca do início deste ano, que prejudicaram as safras de hortifrúti e tiveram como principais vilões o tomate (135,06%), a batata (32,41%), o feijão (18,44%) e o café (7,28%).
Dos 13 itens pesquisados, apenas o açúcar (-2,75%), o arroz (-2,57%) e o leite (-0,21%) tiveram preços menores em fevereiro do que em janeiro. Com o resultado, o pacote também voltou a sofrer aumento no acumulado em 12 meses, com 7,65%, depois da trajetória negativa desde dezembro. O preço da cesta para uma pessoa na cidade ficou em R$ 296 e em R$ 887,99 para uma família com dois adultos e duas crianças.
Segundo relatório da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), o reflexo da estiagem era sentido nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) do Estado desde meados de fevereiro. O acompanhamento da média ponderada de preços no atacado apontava alta de 27,89% no dia 17 do mês passado em relação à semana anterior.
No relatório, o economista Valério Borba, assessor técnico da Ceasa, afirma que boa parte dos produtos foram afetados, em especial o tomate e a batata, que têm importante influência na formação da média ponderada de preços. No caso da caixa de tomate com 20 kg, o preço dobrou em sete dias, foi de R$ 30 para R$ 60.
Coordenador da Pesquisa da Cesta Básica da Faculdade Pitágoras de Londrina, o professor Flávio Oliveira dos Santos orienta o consumidor a fugir das compras às segundas-feiras e a buscar os dias em que há ofertas de hortifrúti nos supermercados. "A única medida possível ao consumidor é a pesquisa de preços, aliada à redução no consumo dos itens que sofreram a maior alta, que é o caso do tomate e da batata", diz, em nota.
O economista do Ceasa acredita que o período de alta cotação não será prolongado. "O ciclo de produção de muitos hortigranjeiros é curto e a tendência, com a volta do clima mais ameno e das chuvas, é que essas culturas voltem também a apresentar maior oferta no atacado", diz Borba.
Economia
Na pesquisa feita em dez supermercados de Londrina, a diferença entre o custo mais barato e o mais alto chegou a 184,90%, no caso do tomate. O quilo do produto variou de R$ 2,98 a R$ 8,49. Na sequência aparecem a banana, que foi de R$ 1,25 a R$ 2,99, ou 139,20% de variação, e a batata, de R$ 1,59 a R$ 3,79, ou 138,36%.
Se o consumidor tivesse a oportunidade de completar a cesta com os itens mais baratos de cada um dos dez estabelecimentos, pagaria
R$ 212,65 no pacote para uma pessoa ou R$ 637,95 para o familiar. Para quatro pessoas, a economia é de
R$ 307,15, ou 48,15%. "A recomendação é que se realize a pesquisa de preços em no mínimo três supermercados, adquirindo os produtos em promoção em cada um deles", diz Santos, em nota.
O levantamento de preços foi feito no último dia 1º, nos supermercados Carrefour, Muffato, Mercadorama, Condor, Musamar, Viscard, Mercado 88, Santarém, Almeida e Walmart.



