Estiagem e combustível pressionam inflação
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sexta-feira, 08 de abril de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A estiagem e o aumento dos combustíveis pressionaram a inflação do mês de março em Curitiba, cujo índice ficou acima da média nacional. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado ontem, foi de 0,61%. Em Curitiba, a variação da inflação foi de 0,85%. O IPCA mede o custo de vida para famílias de classe média, com rendimento entre um e 40 salários mínimos.
Já para as famílias mais pobres, a inflação medida em Curitiba permaneceu no mesmo patamar que no resto do País. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação das famílias de um a oito salários mínimos, apresentou variação de 0,73% no País e também em Curitiba.
No acumulado do primeiro trimestre do ano, a inflação mostra tendência de queda. No período de janeiro a março, o IPCA de Curitiba ficou em 1,42% para uma média nacional de 1,79%. No ano passado, no mesmo período, o IPCA nacional foi de 1,85%. Para as famílias mais pobres, o acumulado da inflação foi menor ainda. Nos primeiros três meses do ano, o INPC na capital paranaense acumula alta de 0,91%, pouco mais da metade do índice nacional, com alta de 1,75%, resultado próximo à variação de 1,80% registrada no primeiro trimestre de 2004.
O IPCA foi pressionado pelos aumentos nas tarifas de ônibus de São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS). As contas de água e esgoto, com 4,42%, também ficaram mais caras e pressionaram o índice do mês, tendo ocorrido reajuste em seis regiões.
Em Curitiba, praticamente todos os itens que compõem a inflação aumentaram, o que provocou a alta acima da média nacional, justificou a gerente do Sistema de Preços do IBGE, Eulina Nunes. Segundo ela, o comportamento da inflação em Curitiba chamou a atenção ao alinhar-se com os índices de Belo Horizonte (MG) e São Paulo (SP), que costumam apresentar variações maiores.
Na capital paranaense, a gasolina teve aumento de 9,30%, o álcool, 6,89% e a esponja de limpeza, alta de 7,73% por causa do aumento do aço. Nunes atribuiu a alta acentuada à uma recuperação dos preços, porque no acumulado do ano, a inflação medida na cidade apresenta um dos menores índices entre as 11 regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE.
Enquanto nas demais regiões houve até queda nos preços dos alimentos, em Curitiba a alimentação subiu 0,43% e a habitação, 0,82%.


