A falta de chuva atrasou o plantio da safra de feijão da seca no Paraná. Apesar do prazo final para a semeadura terminar em fevereiro, pelo menos 10% das lavouras não tinham sido plantadas durante a primeira semana de março. A informação é do engenheiro agrônomo Richardson de Souza, do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab).
A estimativa é que a área plantada atinja 125,2 mil hectares no Estado, com produção de 190 mil toneladas. ''Por causa dos problemas climáticos, essa estimativa não deve se confirmar'', adiantou, acrescentando que o prejuízo é relativo a lavouras já semeadas e ao fato de que parte dos produtores não vai conseguir encerrar o plantio. A área prevista é 5% inferior ao volume cultivado no ano passado. A produção é 4% menor. A redução decorre dos preços pouco estimulantes praticados durante o último ano.
A colheita da primeira safra de feijão paranaense, também chamada de safra das águas, já está encerrada. Foram cultivados 366,3 mil ha que renderam 480 mil toneladas. Houve quebra de 4,5% com relação à estimativa inicial. Também neste caso, o prejuízo decorre da estiagem que atingiu algumas regiões produtoras.
No Norte do Estado, foi registrada quebra de 25% com relação à produção inicialmente prevista. No Sudoeste, o prejuízo foi de 15%. A queda de produtividade total só não foi maior por causa do bom desempenho das lavouras do Centro-Sul, maior região produtora, onde a produção superou em 3,2% a estimativa inicial.

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