A estiagem que provocou a quebra de 25% a 30% da safra de café 1999/2000 ameaça novamente as plantações em Minas, segundo o gerente do departamento técnico da Cooperativa dos Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), Joaquim Goulart. A concentração das chuvas ficou restrita ao meses de janeiro a março e o primeiro semestre já acumula um déficit hídrico de 50 milímetros na região. O cafeeiro suporta um déficit de até 150 milímetros. ‘‘Antes que a planta iniciasse a recuperação da seca no ano passado, uma nova seca começou a atingir as regiões produtoras’’, disse. A preocupação dos produtores é maior já que o período entre os meses de maio a agosto é tradicionalmente seco sem registro de chuvas e as perspectivas de novas precipitações são apenas para o mês de setembro. ‘‘A falta de chuvas entre abril e junho já podem significar prejuízos na gemação e frutificação da safra seguinte’’, avalia. As consequências principais da estiagem no ano passado foram no atraso na maturação dos frutos e na redução das peneiras.
Conforme Goulart, um relatório da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado (Epamig) aponta que atualmente são necessários 25% a mais de grãos para o beneficiamento de uma saca de café.

mockup