Estiagem afeta nível dos reservatórios de hidrelétricas do Paraná

Na Usina de Capivara, na Região Metropolitana de Londrina, nível do reservatório está baixo, mas ainda não prejudica geração de energia

Simoni Saris - Grupo Folha
Simoni Saris - Grupo Folha

Desde 2019, o Paraná sofre com a escassez de chuvas e um dos principais efeitos das estiagens prolongadas é a queda no nível dos reservatórios das hidrelétricas. Nas usinas do rio Paranapanema, a situação é crítica. Segundo a CTG Brasil, consórcio de hidrelétricas responsável pela operação e manutenção das usinas do rio Paranapanema, ações deliberativas têm sido adotadas para reduzir o impacto da seca.

Na Usina Hidrelétrica de Capivara, o nível está baixo e afeta o turismo e a pesca, mas ainda não traz prejuízos à geração de energia
Na Usina Hidrelétrica de Capivara, o nível está baixo e afeta o turismo e a pesca, mas ainda não traz prejuízos à geração de energia | Gustavo Carneiro
 



O Paraná sofre a maior crise hídrica em duas décadas. Há dez meses, a quantidade de chuva está abaixo da média computada pelo Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná). Dados do sistema apontam uma redução média de 33% no volume de chuvas registrado no conjunto de municípios formado por Curitiba, Ponta Grossa, Guarapuava, Maringá, Londrina, Foz do Iguaçu, Cascavel, Guaratuba e Umuarama.




Na Usina Hidrelétrica de Capivara, localizada na região de Porto Capim, entre os municípios de Porecatu, no Paraná, e Taciba, em São Paulo, o nível está baixo e afeta o turismo e a pesca, mas ainda não traz prejuízos à geração de energia, segundo a CTG, que considera a situação “dentro da normalidade”. Na última terça-feira (19), informou o consórcio, o reservatório operava dentro dos limites estabelecidos pelos órgãos reguladores, na cota de 325,16 metros, correspondente ao volume útil armazenado de 25,97%.

A usina de Capivara integra o (SIN) Sistema Interligado Nacional e sua operação é coordenada pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), inclusive quanto ao controle da geração de energia e do nível do reservatório. A operação considera o uso múltiplo da água, fatores ambientais, a situação de armazenamento dos demais reservatórios do SIN e a demanda de energia no país.


Em nota encaminhada por sua assessoria de imprensa, a CTG Brasil informou que foram adotadas medidas para amenizar os efeitos negativos da estiagem prolongada sobre os reservatórios das usinas, sem especificar quais são as medidas. A assessoria disse apenas que as ações foram definidas em reunião da Sala de Situação do Rio Paranapanema, coordenadas pela ANA (Agência Nacional de Águas), com participação do ONS, da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) e demais agentes, incluindo a CTG Brasil.


Levantamento do ONS indica que os reservatórios do Sul do país iniciaram o mês de maio com 14,6% de armazenamento e hoje estão com 14,9%, o que mostra uma manutenção dos níveis dos reservatórios da região. O órgão disse que acompanha, junto com a ANA, a situação da estiagem na Região Sul do país e faz a gestão dos reservatórios, com geração minimizada, sempre respeitando as vazões mínimas necessárias para o atendimento dos requisitos ambientais e de usos múltiplos da água. 




O ONS salientou que não há risco de desabastecimento de energia no País, pois o Sistema Interligado Nacional conta com diversas fontes de geração de energia, além das hidrelétricas, como as térmicas, eólicas e solares. Além disso, por ser um sistema interligado, realiza-se o intercâmbio de energia entre as regiões, de forma a assegurar o abastecimento.

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