A estiagem que atinge o Paraná desde o início do semestre atrasou o plantio da primeira safra de feijão, contribuindo para a elevação dos preços da leguminosa. Dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), indicam que nos primeiros nove meses do ano os preços médios recebidos pelos produtores já tiveram acréscimo de 74% no caso do feijão de cor (carioca) e de 59% no feijão preto. No varejo os custos médios também aumentaram, mas em menor proporção: 19,5% (feijão de cor) e 3% (feijão preto). A primeira safra, ou ‘‘das águas’’, é responsável por 68% da produção total do Estado, com uma colheita de 483 mil toneladas. O plantio ocorre entre agosto e início de novembro, mas devido à seca e aos baixos preços recebidos no primeiro semestre, o Deral já projeta uma redução na área plantada do Estado de 18%. Plantio menor implica em queda na produção – já estimada em 524.329 toneladas – o que
deve garantir aos produtores preços nos atuais patamares, pelo menos, até o final do ano. O Paraná é o maior produtor de feijão do País – responsável por 23% do total produzido – e, por isso, contribui para balizar os preços nacionais. Em média, os produtores estão recebendo cerca de R$ 83 pela saca de 60 quilos de feijão de cor e aproximadamente R$ 66 pela saca de feijão preto. O feijão é a quarta cultura em área plantada no Paraná, ficando atrás apenas
da soja, milho e trigo.

A seca ou estiagem é um fenômeno climático causado pela insuficiência de chuva numa determinada região por um período de tempo muito grande. Além disso, as secas podem ser geradas pelos mais diversos fenômenos climatológicos#

O feijão é um alimento básico para o brasileiro. A média atual de consumo de feijão é de 12,7 quilo brasileiro/ano. A preferência do consumidor é
regionalizada e diferenciada principalmente quanto à cor e ao tipo de grão

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