Esteticistas querem regulamentar profissão
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segunda-feira, 23 de julho de 2007
Rodrigo Lopes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Trabalhadores da área de estética fizeram uma manifestação ontem, em Curitiba, pedindo a aprovação de projetos de lei que regulamentam a profissão. Para eles, isso pode melhorar a qualidade do serviço, já que o exercício da profissão só seria possível com a realização de cursos técnicos reconhecidos. Segundo a Associação dos Profissionais de Estética do Paraná (APEPR), apenas 10% das cerca de 10 mil pessoas que trabalham neste ramo no Estado têm capacitação adequada.
A presidente da APEPR, Beatriz Andreguetto Orasmo, explica que três projetos de lei esperam para ser votados em diferentes esferas. No Congresso Nacional há uma proposta que reconhece a profissão. Na Assembléia Legislativa, tramita um projeto que regulamenta o uso de instrumentos de eletroterapia no Estado. Atualmente, existe uma disputa entre esteticistas e fisioterapeutas sobre a permissão para o uso dos aparelhos. Uma terceira proposta, que está na Câmara Municipal de Curitiba, determina que somente profissionais com cursos reconhecidos possam tirar alvará para trabalhar no setor. ''Esses projetos já passaram por todas as comissões, mas falta vontade política para que entrem nas pautas de votações'', afirma Beatriz.
A presidente da APEPR declara que a regulamentação da profissão é importante para melhorar a qualidade dos serviços. Segundo ela, cerca de 10 mil pessoas trabalham com tratamentos estéticos no Paraná. Dessas, apenas mil teriam formação adequada, com cursos reconhecidos, oferecidos por escolas técnicas ou até universidades. ''Dos outros 9 mil, pelo menos 3 mil são leigos, trabalhando sem nenhuma formação'', alerta.
Na manifestação de ontem, a APEPR coletou assinaturas em um abaixo-assinado que pede a aprovação dos projetos de lei. Além disso, distribuiu panfletos orientando a população para que procure saber a formação dos profissionais antes de passar por tratamentos estéticos.


