Antes de mudar para a casa nova, há dois anos, o professor universitário Paulo Laerte Natti fez a decoração das paredes levando em conta a durabilidade do serviço e estética dos ambientes. Grafiato acompanhado de alguns pontos em textura foi o produto escolhido para parte externa, contrastando os tons grafite e areia. ''Optei pelo grafiato por ser mais resistente ao sol e à chuva. Relmente a cor não perdeu pigmento em todos esses meses e não houve degradação do produto'', conta. Para a parte interna ele preferiu pintura lisa na cor branca com detalhes em preto no gesso rebaixado onde ficam as lâmpadas. Uma das paredes da sala recebeu coloração em marrom escuro e a cabeceira do quarto do casal também tem detalhes nessa tonalidade.
Como o professor, muitas pessoas têm preferido produtos mais resistentes às intempéries, de acordo com Paulo Pires de Souza, químico industrial e diretor técnico da Techstone. Ele avalia que Londrina está vivendo um avanço arquitetônico e, consequentemente, se abrindo à diversidade de cores e texturas. ''Os produtos vêm para agregar valores'', diz. Materiais que corrigem algumas imperfeições, como grafiato, textura e monocapa (que substitui o reboco), estão em alta - em Londrina começou a ser usada no ano passado. ''A monocapa proporciona economia considerável nos gastos com outros materiais e no prazo da entrega'', observa a técnica em química industrial Alessandra Oliveira.
Outra novidade é o sistema tintométrico, que formula cores com pigmentos especiais em poucos minutos, por meio de um software. A loja oferece a opção de produzir a cor por fotometria, personalizada a partir de uma amostra, conforme a vontade do cliente. Atualmente o custo fica em torno de 20% a mais que o das tintas convencionais. (A.V.)

mockup