O presidente da Sercomtel, Hans Müller, tem evitado comentar sobre o interesse de acionistas minoritários de investirem na empresa. Segundo ele, esse é um assunto de responsabilidade dos sócios: a Prefeitura de Londrina, com 55% das ações ordinárias, e a Copel (Companhia Estadual de Energia Elétrica), com 45%.
Ele adiantou à reportagem que a Dez de Dezembro, empresa de propósito específico criada para investir na Sercomtel, iniciou o processo de due diligence na terça-feira (17). Foi assinado um contrato de confidencialidade entre as partes.

Conforme mostrou a FOLHA em reportagem também na terça-feira, o advogado Fábio Berbel, do escritório Balera, de São Paulo, veio à cidade representando a Dez de Dezembro. A due diligence é uma espécie de avaliação que visa checar se os números oficiais de um estabelecimento correspondem à realidade. É realizado quando algum investidor tem interesse num determinado ativo. Alguns minoritários, entre eles a Dez de Dezembro, detêm 0,0002% das ações ordinárias (com direito a voto) da Sercomtel.

Müller afirma não acreditar, no entanto, que a empresa consiga fazer a avaliação e apresentar uma proposta para investir na Sercomtel até outubro, quando termina a auditoria da Anatel na telefônica londrinense. "Tem que seguir todo um rito da lei 6.404 (das sociedades anônimas) e também o estatuto da empresa", afirma.

Sobre a afirmação de Berbel de que já existe autorização para aumento de capital da Sercomtel, a diretora financeira, Rosângela de Oliveira, explica que o estatuto da operadora, de 2014, prevê que seu capital social seja de até R$ 500 milhões. "Hoje, temos R$ 262 milhões integralizados, então tem margem para novo aporte", confirma. Mesmo assim, segundo ela, é preciso fazer um acordo de acionistas e assembleia para aprovar o aporte.

COPEL
Enquanto a Dez de Dezembro tenta injetar dinheiro privado na Sercomtel, o prefeito Marcelo Belinati (PP) aposta num novo aporte da Copel para salvar a empresa. A companhia estadual não comenta o assunto. (N.B.)

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