A Copel demonstrou ontem, através da aprovação do conselho de acionistas, seu real interesse em tornar-se sócia da Sercomtel, segundo o presidente da operadora, Rubens Pavan. Ele afirma que, com este ‘‘ato inequívoco’’, a estatal passou à frente de todos os outros interessados com quem a Sercomtel vem negociando. ‘‘A Copel tomou providências concretas demonstrando interesse efetivo na aquisição da participação’’.
Pavan pretende dispensar o mesmo tratamento para as duas empresas: a Sercomtel S/A Telecomunicações e a Sercomtel Celular S/A, cuja cisão foi finalizada ontem durante assembléia de acionistas. ‘‘A partir de hoje Londrina contará com duas empresas distintas. Uma para operar a telefonia fixa, Internet, transmissão de dados e demais serviços e outra só para a telefonia celular’’, explica. A cisão segue determinação do Ministério das Comunicações e faz parte do programa de reestruturação do governo de preparar as teles para o mercado competitivo e para a privatização.
‘‘Se decidirmos vender apenas a participação, isto valerá para ambas. Caso seja definido que venderemos o controle, a decisão também servirá para as duas empresas’’, diz Pavan, que pretende ter apenas um parceiro estratégico tanto na Telecomunicações como na Celular. ‘‘Acho mais fácil colocar participação societária para o mesmo sócio. Isso potencializa os dois negócios’’.
Com a cisão, o capital social da empresa, que era de R$ 304 milhões foi dividido: R$ 269 milhões (Sercomtel S/A Telecomunicações) e R$ 35 milhões (Sercomtel Celular S/A). ‘‘Mas estes valores não equivalem ao patrimônio nem ao preço das empresas’’, ressalva Pavan. (Cláudia Lopes)

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