Estatal quer mudar estatuto
A Petrobras vai propor aos acionistas mudanças no estatuto da companhia para torná-la mais adequada a novos conceitos de governança e reduzir os riscos políticos inerentes a uma estatal. A proposta, aprovada ontem pelo conselho de administração, será apresentada na assembléia-geral de 22 de março, quando serão discutidos também os resultados de 2001 e a distribuição de dividendos.
A proposta levará a uma redução da possibilidade de interferência política negativa na companhia, avalia o diretor-financeiro, João Pinheiro Nogueira Batista. Dentre as medidas de proteção, está a necessidade de qualificação profissional para a escolha de membros da diretoria, a redução dos mandatos dos conselheiros e a eleição de um membro do conselho pelos minoritários, sem ingerência do governo na lista de indicados.
As medidas adotadas permitirão à empresa qualificar-se para o nível 2 da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que abriga empresas de boas práticas de governança. Ampliarão, também, poderes de diretores e gerentes, que ganharão atribuições antes exclusivas do presidente da companhia, como autorizar viagens e decidir sobre investimentos de menor porte.





