Estatal é responsável pela revolução verde no País
Brasília Foram os pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que, em busca do uso sustentado do cerrado brasileiro, desenvolveram variedades de soja que crescessem na região. Hoje, o Brasil é o segundo maior produtor mundial do grão. Só perde para os Estados Unidos. Um detalhe: os produtores americanos só conseguem concorrer com os brasileiros porque recebem subsídio do governo.
A Embrapa se transformou no exemplo mais nítido sobre como a pesquisa tecnológica permite a um setor da economia produzir mais, com mais qualidade, a um custo mais baixo. É também um centro de pesquisa de ponta. Uvas no semi-árido, algodão que já nasce colorido, arroz que tem cheiro de ervas e o primeiro clone de bovino da América Latina são exemplos disso.
De acordo com a estatal, no período entre 1975 e 2001, as variedades desenvolvidas pela Embrapa permitiram aumentar em 148% da produção de arroz, feijão, soja, trigo e milho. A produtividade dessas culturas aumentou 84% nesse período. A oferta de carne bovina e suína foi multiplicada por 3, enquanto a de frango cresceu 10 vezes.
A Embrapa foi fundada em 1973 e tem hoje 37 centros de pesquisa espalhados no País. A estatal conta com 2.221 pesquisadores, sendo 45% mestres e 53% doutores. Seu orçamento anual é da ordem de R$ 660 milhões. (Agência Estado)





