Estatal e BG fecham acordo para uso de gasoduto
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sexta-feira, 03 de janeiro de 2003
Agência Estado 
Rio de Janeiro Depois de três anos de brigas, a Petrobras e a companhia britânica BG chegaram a um acordo sobre o transporte de gás natural pelo Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol). As duas companhias assinaram, no fim de 2002, um contrato que garante à multinacional espaço na tubulação para trazer gás da Bolívia por nove anos. O combustível será usado para abastecer a distribuidora paulista Comgás.
Petrobras e BG protagonizaram uma das maiores disputas do mercado brasileiro de gás natural, que culminou com um processo de arbitragem na Agência Nacional do Petróleo (ANP) e um contrato de dois anos para que a multinacional importasse gás pelo Gasbol. O contrato venceu no fim do ano passado e as empresas discutiram amigavelmente uma prorrogação, diz uma fonte próxima às negociações.
A Petrobras está cedendo uma capacidade de 650 mil metros cúbicos por dia na tubulação à BG. A estatal tem um contrato de transporte de 24 milhões de metros cúbicos por dia com a Transportadora Brasileira do Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), mas transporta apenas cerca de 13 milhões e tem de pagar pelo restante mesmo sem usar. ''A Petrobrss descobriu que vale a pena repassar essa capacidade para outra companhia. Assim tem menos prejuízo'', avaliou a fonte.
A BG é controladora da Comgás e já fornecia gás natural à distribuidora. É a primeira empresa privada a assinar um contrato de importação de gás de longo prazo. A multinacional é produtora de gás na Bolívia e tem no mercado brasileiro a principal alternativa de escoamento desta produção. Além da BG e da Petrobras, importam gás para o Brasil uma subsidiária da norte-americana Enron e a distribuidora Sulgás, na qual a estatal tem participação acionária.


