Estatal abre mão de usinas geradoras
Curitiba - Na geração, a Copel tem contratos até 2015 para as usinas Parigot de Souza (Antonina-260 MW), Chopim I (Itapejara D'Oeste-1,98 MW) e Mourão (Campo Mourão-8,2 MW), além de Rio dos Patos (Prudentópolis-1,72 MW) com contrato até 2014. Estas usinas - que representam 6% da capacidade de geração da Copel - serão devolvidas à União ao fim dos contratos, conforme as novas regras da MP 579. A Copel vai participar apenas do leilão da Usina Parigot de Souza, que deve ocorrer depois de 2015.
Caso a Copel tivesse decidido renovar a concessão das quatro usinas, o valor da tarifa que hoje é de R$ 103 por megawatt/hora cairia para R$ 22 por megawatt/hora, já a partir de janeiro de 2013. ''Eu não poderia aceitar isso'', disse o presidente da empresa, Lindolfo Zimmer. Segundo ele, a chance de a estatal ganhar a licitação da Parigot de Souza em 2015 é muito grande.
Hoje, a companhia possui 5.500 MW em usinas no total. A maior delas é a Bento Munhoz da Rocha Neto (1.600 MW em Foz do Areia), depois Segredo (1.200 MW entre Guarapuava e Laranjeiras) e a usina José Richa (1.216 MW em Leônidas Marques), cuja renovação de concessões não entra nas regras da MP 579, já que a data de expiração desses contratos como a partir de 2023.
O presidente disse que considera positiva a finalidade da MP de oferecer energia mais barata. A média de redução de tarifa esperada pelo governo federal é de 20%, mas ele estima que se for atingido um percentual de 15% já seria considerado bom.
A MP 579 cria novas regras para os contratos de concessão do setor elétrico. Propõe aos concessionários a antecipação dos contratos que venceriam em 2015, mas com valores menores de receita. A MP também prevê as indenizações que o governo federal fará às empresas pelos ativos não amortizados, como usinas e linhas de transmissão que as empresas construíram. As companhias que optarem por não renovar, continuam a operação das usinas e linhas de transmissão com base nos contratos atuais, mas terão que repassar os equipamentos à União em 2015. (A.B.)





