Estatais tentam reduzir prejuízos
O governo anterior havia programado liberar os chamados ''contratos iniciais'' ao ritmo de 25% ao ano, com o início em 2003. Isso se aplicou apenas às geradoras federais e poderá se acentuar ainda mais em 2004, caso sejam ''descontratados'' outros 25%, como prevê a legislação. A retirada das geradoras estatais do mercado abriu espaço para as geradoras privadas, além de aumentar a margem das distribuidoras, que passaram a comprar energia no Mercado Atacadista de Energia (MAE), onde o MWh está sendo comercializado por R$ 5,80 esta semana, menos de 10% dos preços que pagariam às geradoras federais.
Além de tentar incentivar o consumo, o ministério quer adotar outras medidas para reduzir os prejuízos das estatais federais. Uma das medidas em análise é a elevação do piso de preços no MAE, fixado atualmente em R$ 4,00 o MWh. A intenção é elevar esse piso para, pelo menos, R$ 28,00, o que tende a reduzir os prejuízos das geradoras federais, especialmente de Furnas. Essa empresa assinou contratos com usinas térmicas que a obriga a pagar até R$ 80 o MWh por uma energia que não está sendo revendida, já que não há demanda. Só isso vai exigir desembolsos de R$ 484 milhões da estatal federal em 2003.
Além disso, a empresa estima perder R$ 750 milhões devido à redução de 25% dos ''contratos iniciais'' e Furnas está sem recursos até para cobrir a folha de pagamentos, tendo de pedir empréstimo à holding Eletrobrás. Tolmasquim, disse que já manteve contatos com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), instituição responsável pel a regulamentação do MAE. E espera que essa mudança seja efetivada nas próximas semanas.





