Brasília - A estatais acabaram o primeiro ano do governo Lula investindo R$ 21,8 bilhões, mais do que em 2002 mas menos (84,2%) do que o programado inicialmente pelo Orçamento. Técnicos do Ministério do Planejamento atribuem o resultado à necessidade que as estatais tiveram no segundo semestre de frear seus gastos para perseguir sua cota de superávit primário. Apesar do esforço, o superávit ficou R$ 1,3 bilhão abaixo da meta.
O grupo Petrobras, com um investimento de R$ 16,9 bilhões, liderou mais uma vez o desempenho do setor estatal, superando em R$ 2,6 bilhões seu último resultado. Já o grupo Eletrobrás fechou 2003 com apenas R$ 2,9 bilhões de investimento, R$ 500 milhões a menos do que no ano anterior.
De forma global, graças ao ritmo de expansão da Petrobras, os investimentos cresceram 15,5%. Desde 2000, os investimentos das estatais têm superado o realizado diretamente pela União, por meio do Orçamento fiscal, e junto dos financiamentos das instituições financeiras federais era a grande saída vislumbrada pela equipe do presidente Lula para driblar as restrições orçamentárias e impulsionar a economia.
Em 2003, as agências oficiais de fomento emprestaram R$ 211,8 bilhões, acumulando um saldo líquido de R$ 18 bilhões após a dedução das amortizações. Contribuíram significativamente para esse resultado os movimentos registrados pelo Banco do Brasil, com R$ 16,2 bilhões, pela Caixa Econômica Federal, com R$ 2,7 bilhões, e pelo Banco da Amazônia (BASA), com R$ 1 bilhão, contrabalançando em parte o saldo negativo de R$ 2,6 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
De acordo com o relatório divulgado no Diário Oficial pelo Ministério do Planejamento, a Região Sudeste recebeu 48,7% dos empréstimos das instituições financeiras; o Sul, 20,5%; o Nordeste, 14,3%; o Centro-Oeste, 11,7%; e o Norte, 4,8%.

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