Brasília - O governo federal quer usar as redes de fibra ótica já existentes, criadas por empresas estatais, para ampliar o sistema de internet banda larga no País. Em troca, as empresas seriam remuneradas pelo uso. A proposta, parte do plano de universalização da banda larga, já estaria acertada com as empresas - entre elas a Petrobras, Eletronorte e outras de energia -, faltando apenas definir a forma de compensação.
A informação foi repassada ontem pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, depois da primeira reunião com a presidente Dilma Rousseff sobre o plano. ''Já estamos bem adiantados nisso. A orientação da presidente é que a Telebrás tenha condição de assumir e usar essas redes de fibra ótica. Evidentemente, vamos ter de remunerar as empresas. Se a rede foi construída com recursos próprios, elas vão querer uma remuneração pelo uso dessa rede e evidentemente que vamos ter de discutir isso também'', disse.
A estimativa do ministro é que existam hoje cerca de 30 mil km de fibra ótica no País. O uso dessas redes ajudaria o governo a cumprir a meta de atingir os mais de 1,4 mil municípios em que, hoje, a internet ainda funciona por linha telefônica ou, na melhor das hipóteses, por rádio.
Preço
Essa ampliação passa pela negociação com as empresas provedoras de banda larga no Brasil. O governo quer que o preço pago pelo consumidor caia no País.
''Minha visão não é posição de governo, mas eu considero que há uma estratégia equivocada das empresas no Brasil de trabalhar para fornecer serviços a menos pessoas e cobrar mais caro. Estamos defendendo que elas façam uma inflexão nisso, massifiquem o atendimento com tarifa menor e ganhem na escala'', disse Paulo Bernardo.

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