Estatais devem contribuir mais para superávit no 2º semestre
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domingo, 29 de agosto de 2004
Agência Estado 
São Paulo - A dinâmica para a geração do superávit primário do setor público consolidado deverá sofrer uma inversão no segundo semestre, segundo o economista Roberto Ivo, do Departamento Econômico do Banco Santander. Segundo ele, ao contrário do que ocorreu nos primeiros seis meses do ano, serão as empresas estatais que deverão contribuir mais para a geração de superávit, e não mais o Governo Central.
As estatais, que em julho apresentaram ao País uma economia de R$ 1,19 bilhão, têm como meta a ser cumprida no decorrer do ano um superávit de aproximadamente R$ 11,8 bilhões, o equivalente a 0,70% do PIB. Até julho, afirma o economista do Santander, as estatais conseguiram reunir um saldo positivo de R$ 5,2 bilhões, ou 44,06% da meta. No ano passado, as estatais não conseguiram cumprir a meta de superávit primário de R$ 10,9 bilhões e este ano, segundo o economista, deverá haver um esforço para que não ocorra outro fracasso.
''Como mais ou menos 67% de todo o superávit primário das estatais federais vem da Petrobras, o aumento do preço do petróleo e a maior demanda interna vinda da melhora da atividade deverão dar um impulso adicional para o resultado fiscal do setor público consolidado'', diz Ivo.
Em contrapartida, o Governo Central passa a contar nesta segunda metade do ano com a sazonalidade desfavorável, marcada pela concentração dos pagamentos de 13º salário, férias e abonos. O resultado será a apresentação de superávits mais modestos por parte do Governo Central (Tesouro, BC e INSS).
Sobre o superávit primário consolidado, de R$ 6,614 bilhões no mês passado, Ivo projetava um valor de R$ 5 bilhões. Segundo ele, que chegou a reduzir expectativa de R$ 6,5 bilhões para R$ 5 bilhões, a diferença acabou ficando por conta dos dados dos governos regionais. ''Eu estava mais conservador'', diz Ivo diante do superávit de R$ 1,39 bilhão mostrado pelos governos regionais.


