''Estamos sendo atingidos'', diz agora Lula
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terça-feira, 25 de novembro de 2008
Agência Estado 
Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, relatou que, durante a reunião ministerial realizada ontem, na Granja do Torto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou que o Brasil está em uma situação melhor para enfrentar a crise financeira internacional do que outros países emergentes, como, por exemplo, a Índia, a Coréia e a Rússia.
Em entrevista coletiva sobre a reunião do presidente com os ministros, Mantega reproduziu ainda outra frase do presidente sobre a crise: ''Estamos sendo atingidos, seremos atingidos, mas, em relação à Índia, Coréia ou Rússia, o Brasil está em uma situação melhor.''
O presidente afirmou, segundo o ministro da Fazenda, que a situação da economia brasileira não se deve a uma fatalidade nem à sorte. ''Se fosse isso, todos os países estariam surfando na onda das commodities'', disse o presidente, segundo o ministro.
Lula destacou, de acordo com o relato de Mantega, que, diferentemente de outros governos, o do Brasil fortaleceu as reservas, buscou novos mercados e se tornou menos vulnerável. ''Tudo isso foi algo produzido pelo governo ao longo do tempo. Não é por acaso que o Brasil está em situação melhor. Estamos mais bem equilibrados que outros países, que estão tendo, por exemplo, grande fuga de capitais'', afirmou o ministro da Fazenda.
Biocombustíveis
De manhã, durante o programa semanal de rádio ''Café com o Presidente'', lula afrimou que é necessário apostar numa nova matriz energética e o mundo se curvará ao biocombustível. ''Sabemos que o mundo precisa produzir mais biocombustível, que é preciso diminuir a emissão de gases de efeito estufa e que, para isso, não podemos usar a mesma quantidade de petróleo que estamos utilizando''. Na semana passada o presidente participou da 1 Conferência Internacional de Biocombustíveis, em São Paulo, com a presença de quase cem delegações estrangeiras.
Lula lembrou que em dezembro o Brasil comemora a produção de 7 milhões de carros flex, veículos capazes de funcionar tanto com álcool quanto com gasolina. Ele listou as vantagens do biocombustível, destacando o fato de ser menos poluente. ''E já estamos trabalhando na produção de etanol de segunda geração, o que é mais importante, porque vamos produzir etanol de cavaco de madeira e de bagaço de cana.''
O presidente voltou a desvincular a alta nos preços dos alimentos da produção de biocombustíveis, explicando que o aumento dos alimentos está ligado à especulação no mercado futuro.


