Entrar como estagiário numa empresa e, de repente, passar a ser um dos donos por ter descoberto novas possibilidades de ganhos é algo impensável para empresas no Brasil. Especialmente as de origem familiar que, tradicionalmente, vão passando de pai para filho. Mas este novo modelo de administrar já ocorre e é adotado pelo escritório de advogados Vilela Berbel e Bragança, seguindo a tendência empresarial moderna.
Professor, mestre e doutorando em Direito Previdenciário, Fábio Lopes Vilela Berbel, 29 anos, mostra ter fôlego e despreendimento para tocar escritórios no País e nos EUA. Como gerente de Operações, Berbel administra mais de 80 advogados, na maioria jovens, entre 20 e 35 anos. O estudioso se formou na Pontíficia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) em 2003, passou no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e entrou no mestrado no mesmo ano. A regra máxima nos negócios dos escritórios que comanda, é que qualquer um pode ser dono, desde que traga boas idéias e bons negócios. Hoje, segundo ele, dos 80 advogados, 13 já são donos do escritório.
Seu pai Zaqueu Berbel, também advogado, começou numa rua acanhada do Centro de Londrina, há 30 anos, conta com orgulho o filho. Porém, Fábio remodelou a maneira de dirigir os negócios. Ele conta que não é mais o sócio-majoritário dos escritórios, passando a ser um dos sócios de Arthur Brangança de Vasconcelos Weintraub, que descobriu os negócios das fusões entre empresas americanas e brasileiras. ''Pode ser assim com qualquer estagiário que entrar no grupo'', diz, ao argumentar que no mundo atual o negócio deve ter a participação de todos na empresa, inclusive nos lucros (E.P.F).

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