Esteio Os secretários da Agricultura do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul defenderam ontem que os três Estados formem uma única zona avícola, como parte do projeto de regionalização da atividade. A regionalização da avicultura vai definir regras para o comércio e o trânsito de aves vivas.
''Se envolvermos São Paulo e Mato Grosso do Sul (na mesma zona), a área seria muito grande'', avaliou o secretário de Santa Catarina, Moacir Sopelsa, durante evento na Expointer (Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários), em Esteio (RS). Ele lembrou que a idéia inicial previa que cada Estado seria uma região independente.
O secretário da Agricultura do Paraná, Orlando Pessuti, citou que seu Estado é o maior produtor de frangos de corte do País. Se a regionalização for restrita apenas aos limites do Estado, enfrentaria o mesmo problema que o Rio Grande do Sul na região norte, onde produtores de aves são fornecedores de indústrias de Santa Catarina.
No caso do Paraná, os produtores do norte abastecem frigoríficos instalados em São Paulo. ''Este é um detalhe do processo que vamos ter de administrar'', afirmou Pessuti, que também esteve na Expointer. ''Não sou contrário a que São Paulo e Mato Grosso do Sul estejam juntos no futuro'', disse Pessuti, mas, segundo ele, enquanto o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) não tiver uma definição sobre o modelo a ser adotado, a formação de uma zona na região sul é a melhor para defender a produção dos riscos sanitários.
Na avaliação dos técnicos do Paraná, o que pesa contra a inclusão de São Paulo é a característica de produção de aves, que é mais independente, enquanto no Estado os criadores são integrados a cooperativas ou empresas. Os secretários pediram pressa em uma definição do modelo que será adotado na regionalização. ''O Mapa precisa andar mais rápido em suas decisões'', avaliou Sopelsa, dizendo que a gripe aviária está caminhando ''rapidamente'' na Europa.
Ao contrário da regionalização da avicultura, onde demonstraram acordo, na manutenção do circuito pecuário sul da bovinocultura os Estados têm avaliações diferentes de risco. Rio Grande do Sul e Paraná querem manter a vacinação contra a febre aftosa, enquanto Santa Catarina já não adota mais o procedimento.

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