O mercado de milho deve apresentar no próximo ano uma mudança nas importações do grão, em relação ao ano passado. Segundo o consultor da Safras & Mercados, Paulo Molinari, as importações que se concentraram nos estados do Nordeste, devem se concentrar em 99 nos Estados do Sul. A previsão é de que estes Estados importem cerca de 7,6 milhões de t do grão da Argentina e Estado Unidos.
Molinari observou que a safra paranaense deve quebrar 11,7% em relação à primeira intenção de plantio (5,2 milhões de t). A previsão da Safras & Mercados é de que o consumo do Paraná fique em 5,58 milhões de t. Mesmo assim, o consultor estima que o Estado importe ‘‘pelo menos’’ 1,4 milhão de t. ‘‘Um pouco abaixo dos 1,6 milhão t importados este ano’’, comentou. O consultor disse que no Paraná, a safrinha deve atingir 900 mil ha, com uma produção de 2 milhões de t do grão.
No Rio Grande do Sul, os problemas climáticos provocaram quebra de 20% e vai colher 3,7 milhões de t, para um consumo de 4,8 milhões de t. Em Santa Catarina, a produção sofreu quebra de 9,8%, devendo ficar em 2,95 milhões. O Estado deve importar 5,17 milhões de t.
Preços Molinari disse que os problemas climáticos criaram nos produtores uma expectativa de preços melhores. ‘‘Apesar de a quebra não ser catastrófica, ela abre espaço para especulações’’, comentou. O consultor afirmou que os preços na entrada da safra deve girar em torno de R$ 8,00 e R$ 8,50. Afirmou que os preços na entrada da safra devem girar em torno de R$ 8,00 e R$ 8,50. ‘‘Não vamos ter preços tão altos, mas acima da média para este período (R$ 6,50/R$ 7,00).

mockup