Estados alinham medidas para combater aftosa
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Mariana Fabre <br> Reportagem Local 
Diante da ameaça de contágio com febre aftosa, após confirmação de foco no Paraguai, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) promoveu uma reunião ontem para alinhar as medidas de controle da doença a serem desempenhadas pelos estados da região Sul do País em parceria com o Governo Federal. ''Os nossos preparos são permanentes e tenho como ministro a certeza de que tudo está sendo feito para que possamos ficar tranquilos'', declarou, em nota, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho.
Mendes Ribeiro também afirmou que o trabalho de fiscalização já vem sendo realizado há bastante tempo. Segundo informações da assessoria de imprensa do Mapa, durante a reunião destacou-se a importância da operação Ágata II, que integra o Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), lançado em junho pela presidente Dilma Rousseff e coordenado pelas Forças Armadas. A operação é de fiscalização e repressão ao tráfico de drogas, mas, desde a última segunda-feira, agregou também a missão de impedir a entrada de rebanhos vindos do Paraguai.
O ministro se reuniu ontem com os secretários da Agricultura dos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, para tratar discutir os cuidados necessários de controle da doença para não colocar em risco a situação sanitária do Brasil.
Paraná
De acordo com o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, durante a reunião foram feitos relatos das providências tomadas por cada estado para reduzir o risco do ingresso da doença em território nacional. ''Informamos sobre as ações de reforço nas barreiras em Guaíra e em Foz do Iguaçu, com incremento de pessoal e estrutura, e também a intensificação do trabalho nas barreiras volantes e nas visitas às propriedades'', relata.
Ortigara revela que os pontos de destaque abordados foram o reforço na fiscalização das fronteiras e a proibição de importação de animais, carnes ou produtos derivados do Paraguai. O secretário contou, ainda, que as equipes técnicas dos três estados e do Mato Grosso do Sul discutem diariamente, junto com o Mapa, o andamento da situação por vídeo conferência.
Outra preocupação, segundo o secretário, é mobilizar os Conselhos Municipais de Sanidade Agropecuária (CSAs) e prefeituras para que atuem junto aos produtores com o intuito de evitar a entrada de animais e carne de forma irregular no Estado, o que pode ser induzido pela queda no preço do boi de origem paraguaia.


