Curitiba - O Paraná vai ganhar 235 quilômetros de novas linhas de transmissão de energia elétrica. As redes serão instaladas entre Ivaiporã e Londrina (120 quilômetros) e Cascavel e Foz do Iguaçu (115 quilômetros) no prazo de cerca de dois anos. O anúncio foi feito ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que deve leiloar as concessões para a instalação, operação e manutenção das linhas no próximo dia 30 de setembro. No total, serão 2.862 quilômetros de novas linhas em 11 estados do Brasil a um custo de R$ 2,1 bilhões.
A implantação da nova rede no Estado deve custar R$ 109,4 milhões, sendo R$ 98,2 milhões na região de Londrina e R$ 54,8 milhões na região de Foz. O critério para vencer o leilão é oferecer a menor tarifa. A Aneel estipulou, para isso, uma receita anual (lucro) máxima. No caso da linha que beneficia Londrina, essa receita é de no máximo R$ 20 milhões por ano e na que beneficia por Foz do Iguaçu de R$ 11,2 milhões por ano. No leilão as empresas concorrentes vão baixando esse valor. O preço do uso dos sistemas de transmissão é um dos componentes da tarifa final paga pelo consumidor.
As linhas irão reforçar a capacidade de transmissão do Sistema Interligado Nacional. A Aneel informou que a implantação da nova rede entre Ivaiporã e Londrina vai melhorar o atendimento ao mercado de toda a Região Sul e ampliar a capacidade de intercâmbio de energia entre as regiões sul e sudeste. Quanto à linha Cascavel-Foz do Iguaçu, a Aneel disse que será um reforço para o sistema de transmissão na fronteira oeste do Paraná. As novas linhas devem gerar de cerca de 4,9 mil empregos diretos, sendo 330 na região de Londrina e 200 na região de Foz.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), José Augusto Rapcham, disse que a nova linha será um alívio para a região. ''Hoje existe uma certa limitação com relação a potência na região porque as redes estão sobrecarregadas. Então os grandes consumidores estão passando por certa dificuldade e a atração de novas empresas também fica prejudicada. Com a nova rede, o número de indústrias deve crescer, já que a energia, assim como o gasoduto que estamos tentando trazer para cá, são elementos vitais para isso'', afirmou.

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