O secretário estadual de Agricultura, Antonio Leonel Poloni, afirmou ontem em Londrina que o governo do Paraná vai utilizar o sistema da agricutura do Paraná (Seab, Iapar, Ceasa e Emater-PR) para apoiar o desenvolvimento de programas de verticalização da produção agrícola familiar. ‘‘Queremos profissionalizar o setor agrícola. O produtor rural é um profissional que não tem nenhum tipo de formação. A linha de atuação do sistema de agricultura do Estado será direcionada para atender a esta necessidade’’, comentou. Poloni participou ontem da abertura do Simpósio de Verticalização da Produção Rural Familiar promovido pela Prefeitura de Londrina, através da Secretaria Municipal de Agricultura e do Abastecimento, no Iapar.
Poloni disse que o pequeno e médio produtor, que representam 70% dos agricultores do Estado, precisam participar da fase seguinte à produção, que é a transformação e comercialização. ‘‘Esta categoria de produtor não tem área suficiente para produzir grãos em escala, e a alternativa é agregar valores à sua produção, através de agroindústrias familiares’’, comentou.
Estímulo à vocação O secretário da Agricultura lembrou que o governo lançou o programa Faxinal da Terra, para estimular no produtor a vocação agrícola. Outro projeto que já está em andamento é a implantação de 200 escolas do campo em todo o Estado - das quais 40 já estão em funcionamento - que irão atender jovens agricultores. Nesta mesma linha, serão criados cursos de nível pós-médio e 20 centros de profissionalização agrícola, de acordo com a vocação produtiva de cada região. ‘‘Também queremos levar alfabetização para todos os agricultores do Paraná. Este é um ponto fundamental para o desenvolvimento do setor’’, disse.
Poloni observou ainda que a Seab está gestionando junto ao governo estadual e federal a criação de uma agência de fomento para viabilizar linhas de crédito para agroindústria familiar e fundo de aval nos municípios para garantir aos pequenos produtores acesso a linhas de crédito.
O secretário de Agricultura de Londrina, Samir Cury afirmou que o município já conta com projetos para agroindústria familiar. ‘‘A idéia é fazer com que o produtor transforme sua produção, ou se integre a uma agroindústria já estabelecida para comercializar seu produção artesanal’’, disse.
Cury lembrou que o produtor de queijo Wilson Hort, através de uma parceiria com a Cativa, está utilizando o sistema de distribuição da cooperativa para colocar no mercado seu produto. ‘‘A Cativa não tinha na sua linha o queijo frescal e utiliza a sua marca e a do ‘Queijo do Alemão’’, para vender o produto.’’ O secretário disse que com isso já conseguiu tirar das ruas alguns produtores de leite que comercializavam o produto de forma clandestina. ‘‘Queremos trazer para o programa os produtores que estão na informalidade, com informação e tecnologia’’, disse.
Agroindústria Segundo o diretor de Abastecimento da Secretaria Municipal de Agricultura (SMAA), Valmor Venturini, a idéia é criar uma Câmara de Agroindústria Familiar junto ao Conselho Municipal de Agricultura para fomentar o desenvolvimento do artesanato familiar. ‘‘A proposta é utilizar as estruturas dos institutos de pesquisas, universidades e outros órgãos estatais que possam prestar assessoria aos produtores’’, disse.
A SMAA, segundo Venturini, irá subsidiar a implantação de agroindústrias no município, fornecendo serviço de terraplenagem dos terrenos e o projeto estrutural de uma agroindústria, além das orientações técnicas já prestadas aos produtores. Atualmente, a SMAA tem cadastrados 40 produtores de artesanato rural. ‘‘A meta é ampliar para 120 produtores no curto prazo’’, afirmou. Os produtores também contam com apoio para a comercialização, com a realização de feiras livres e com o projeto ‘‘Direto do Produtor’’, que destina espaço em dois mercados municipais para os produtos do artesanato alimentar.Dorico da SilvaEstímuloAntônio Poloni, ontem, em Londrina: ‘‘Governo vai levar alfabetização e profissionalização para produtores rurais’’Guto Rocha

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