A critica dos empresários não se refere apenas à conta de luz, mas ao aumento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (IMCS) e, mais recentemente, da Margem de Valor Agregado (MVA), por meio da qual o governo cobra o ICMS no regime de substituição tributária.
O contador e diretor Financeiro da Acil, Rodolfo Zanluchi, explica que a MVA é uma forma de cobrar imposto sobre operações que não aconteceram. "O governo estima quanto será o lucro sobre um produto até chegar ao consumidor final e já cobra esse valor no início da cadeia", explica. Segundo ele, o governo estadual reajustou as MVAs no final do mês passado, e "ninguém ficou sabendo". Em abril, a alíquota do ICMS já havia subido de 12% para 18% no Estado.
Rogério Chineze, diretor da indústria de batatas Palha, de Ibiporã, está sofrendo na pele os efeitos desses aumentos. A MVA do produto que ele fabrica subiu de 50,69% para 62%. "É uma distorção absurda porque não existe essa margem de lucro no mercado", garante. Segundo ele, o consumidor não está atento a esse custo, mas sente no bolso quando vai ao supermercado. (N.B.)

mockup