Para o presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Moacir Sgarioni, que recebeu os estrangeiros na manhã de ontem, o norte do Estado tem muito o que mostrar aos canadenses. "O nosso sistema de diversificação de lavouras, por exemplo, é muito eficiente", frisa o dirigente. Além disso, o presidente da Rural destaca que o modelo cooperativista da agricultura paranaense são ótimos exemplos de eficiência.
Sgarioni salienta, contudo, que o Brasil tem muito o que aprender com o Canadá em termos de estocagem de produtos agrícolas. "Eles possuem 70% de capacidade de estoque, enquanto que no Brasil esse índice não passa de 14%", completa. O presidente da SRP observa que o subsídio do governo canadense ao agronegócio é muito forte, por isso conseguem elevar seu potencial de produção e armazenagem mais rápido.
Joaquim Serra Badia, engenheiro agrônomo do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), afirma que o modelo de agricultura familiar do País, baseado no apoio da assistência técnica, é outro segmento que deve ser destacado para os membros da comitiva. Além disso, ele cita o sistema integração Lavoura, Pecuária e Floresta (iLPF), manejo que proporciona bons índices de produção.

Modelo
Amélio Dall´Agnoll, pesquisador da Embrapa Soja, apresentou ontem os trabalhos da instituição aos canadenses. Segundo ele, em termos de produtividade de grãos, a exemplo do trigo, o Canadá está muito a frente do Brasil. Segundo o pesquisador, a produtividade do cereal no Canadá varia de 6 a 8 toneladas por hectare, enquanto no Brasil a média é de 2,5 toneladas por hectare.
Contudo, Dall´Agnoll afirma que não há muito o que fazer em relação à troca de informações sobre biotecnologias que focam no aumento de produtividade, já que as condições de clima e solo do Brasil são muito diferentes se comparadas às do Canadá. "Temos que construir as nossas tecnologias", completa. (R.M.)

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