O coordenador estadual de resíduos sólidos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), Laerty Dudas, explica que a logística reversa só é viável como uma oportunidade de negócio. "É preciso ter alguém que aproveite o resíduo como matéria-prima", declara. Foi assim que, segundo ele, ocorreu com as embalagens de produtos tóxicos no agronegócio. "A logística reversa só passou a ser realizada após o governo incentivar a criação de indústrias para reprocessar essas embalagens", conta.
Hoje, segundo ele, o Paraná é referência neste setor, sendo que 97% das embalagens são recicladas e se transformam em conduítes ou tubulação de esgoto. "Ou seja, o material contaminado com produtos tóxico vira um novo produto que fica embutido na parede ou enterrado. É uma destinação correta e economicamente viável", defende. Até então, segundo ele, os produtores lavavam as embalagens no rio e enterravam na propriedade.
De acordo com Dudas, na nota fiscal dos agrotóxicos vendidos no Estado já está informado o posto onde o produtor deve entregar a embalagem após usar o produto, num prazo de um ano. São 15 locais no Paraná. "O produtor precisa levar a embalagem com a receita para dar baixa", explica. Caso não o faça, segundo o coordenador, fica sujeito a multa. (N.B.)

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