Estado quer retomar pecuária
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Luciano Augusto <br>Reportagem Local 
Reorganizar toda a cadeia produtiva e trabalhar a retomada da produção de gado de corte de qualidade em larga escala no Estado. É isso que o Paraná precisa fazer para voltar a ser competitivo tanto no mercado interno quanto nas vendas externas, segundo o coordenador estadual da área de pecuária de corte da Emater, Luiz Fernando Brondani.
De acordo com ele, hoje o Paraná não vende para outros países e tem um deficit de 60 mil toneladas de carne apenas no mercado consumidor estadual. Segundo Brondani, o Estado ocupa atualmente apenas a nona posição no ranking dos maiores produtores de carne bovina, com 6,1 milhões de cabeças de gado de corte. ''O Paraná está se propondo a remodelar todo o sistema pecuário de corte em 10 anos para chegar a produzir 100 mil toneladas por ano'', destacou.
O especialista garantiu que o projeto é viável, desde que haja o comprometimento e envolvimento de todos os ''elos'' da cadeia. Ele citou, entre outros pontos, que é preciso trabalhar o melhoramento genético para diminuir o tempo de produção da carne para 30 meses, ampliar o número de matrizes e de bezerros, melhorar a assistência técnica e profissionalizar o produtor. ''Vamos ter que trabalhar na produção e organização de toda a cadeia, porque precisamos agregar valor ao nosso produto'', apontou.
Brondani ressaltou que as perspectivas de mercado - tanto interno quanto externo - são excelentes e os produtores paranaenses podem aproveitar este bom momento. ''Os países emergentes estão comprando cada vez mais carne. O que falta ao Paraná é produzir carne com abundância e com qualidade para exportar'', concluiu.
Livre de aftosa
O Paraná quer atingir o status de área livre de aftosa sem vacinação até 2014. Uma das iniciativas já adotadas pelo Governo foi a criação da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), que prevê a contratação de mais profissionais para a atuarem na fiscalização. No tocante à aftosa, o Estado teve ainda de redobrar o controle na região da fronteira com o Paraguai, depois da descoberta de dois focos da doença -em setembro do ano passado e janeiro deste ano - no país vizinho.


