Estado quer que Plano Safra modernize infraestrutura
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 26 de março de 2013
Reportagem Local 
As propostas do Paraná para o Plano Safra 2013/14 dão prioridade à modernização da infraestrutura para atender o desafio de escoar a produção agrícola. Governo e entidades do Estado encaminharam ontem ao secretário nacional de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, um conjunto de propostas, elaboradas pela Secretaria Estadual da Agricultura, em parceria com a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e Associação Paranaense das Empresas de Planejamento Agropecuário (Apepa). As propostas incluem a concessão de recursos em torno de R$ 175 bilhões para o custeio, comercialização e investimentos no meio rural, sendo R$ 150 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 25 bilhões para a agricultura familiar. O setor pede a redução de juros de 5,5% para 4% ao ano.
Os recursos do BNDES, destinados ao financiamento de infraestrutura, devem ser ampliados de R$ 6 bilhões para R$ 10 bilhões, com prioridade na construção de armazéns e câmaras frigoríficas. O grupo pede ainda o financiamento de caminhões para produtores rurais pessoa física.
Outra proposta refere-se à ampliação de benefícios para o enquadramento dos produtores no plano ABC, de redução de carbono, responsável por financiar, entre outros empreendimentos, a técnica de integração Lavoura, Pecuária e Floresta. O Paraná pede a redução de juros de 5% para 3,5% ao ano e ampliação dos recursos para R$ 5 bilhões.
No programa de Seguro Rural, a reivindicação pede elevação dos recursos de R$ 400 milhões para R$ 700 milhões anuais, com aumento desse valor de forma gradativa nas demais safras.
Nas operações específicas das cooperativas, como Prodecoop e Procap-Agro, foi reivindicado aumento do limite de financiamentos, do percentual de capital de giro associado a projetos de investimento, a inclusão de máquinas e equipamentos importados sem similar nacional. A proposta também pede ampliação do prazo dos financiamentos de investimentos, bem como a respectiva redução das taxas juros de 9% para 4%, além da criação de uma linha de financiamento de crédito rotativo para atender despesas de recebimento da produção agropecuária, classificação, pré-limpeza, secagem entre outras despesas consideradas de custeio.
Ainda foram encaminhadas propostas em apoio à olericultura, cafeicultura, suinocultura, bovinocultura de corte e leite, à pesquisa cientifica, à subvenção de contratos de opção, à renegociação de dívidas, Programa e Garantia de Atividade Agropecuária (Proagro), ampliação da renda bruta dos produtores enquadrados no Programa de Apoio ao Médio Produtor (Pronamp), bem como do montante de recursos destinados ao programa para R$ 20 bilhões.


