Estado quer que ministério interceda
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quarta-feira, 30 de novembro de 2005
Fábio Galão<br>Equipe da Folh 
Curitiba- Representantes do governo estadual e do setor agropecuário paranaense irão conversar com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, para que o ministério interceda junto às secretarias de Agricultura dos Estados que impuseram barreiras à comercialização de carnes e derivados do Paraná devido à suspeita de focos de febre aftosa no Estado.
Segundo Newton Pohl Ribas, diretor da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o assunto será discutido na próxima sexta-feira, data em que Rodrigues estará no Paraná para uma reunião na Organização das Cooperativas do Estado (Ocepar). ''Nossa maior dificuldade está nas barreiras estabelecidas por São Paulo e Santa Catarina. Acreditamos que se elas forem flexibilizadas, ocorrerá o mesmo com as demais'', afirmou Ribas.
O diretor disse que o assunto já foi debatido numa reunião realizada na semana retrasada no interior de São Paulo. O argumento seria o fato de que não houve comprovação de que há focos de aftosa no Paraná. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) requisitou novos exames. Segundo a Seab, já foi concluído 80% do processo de coleta de material de 233 animais de propriedades suspeitas para novas análises.
O governo estadual publicou a lista de propriedades na área de risco sanitário no Paraná, diminuída pelo Mapa na semana passada de 25 para dez quilômetros de raio a partir das quatro propriedades onde há suspeita de aftosa. São aproximadamente 700 propriedades nos municípios de Grandes Rios, Faxinal, Rosário do Ivaí, Ortigueira, Loanda, Amaporã, Platina do Paraná, Marialva, Maringá, Astorga, Iguaraçu e Sarandi.
Vacina - Termina hoje o prazo para que fazendeiros do Paraná comprovem que vacinaram seus rebanhos contra a aftosa. O período de vacinação foi de 1º a 20 de novembro. Para comprovação, o proprietário deve levar à Unidade Veterinária da Seab o comprovante de vacinação preenchido com a relação do gado e a nota fiscal de compra da vacina. A Seab espera que todos os rebanhos do Estado tenham sido vacinados, exceto os das propriedades na área de risco. Os responsáveis por estas fazendas receberam recomendação técnica para não efetuarem a vacinação.


