Estado quer antecipar campanha de vacinação
Curitiba - O secretário da Agricultura e do Abastecimento, em exercício, Newton Pool Ribas, vai defender hoje, em Brasília, a antecipação da campanha de vacinação contra febre aftosa, prevista para iniciar no dia 1º de novembro. Em reunião com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, e demais secretários da Agricultura dos estados prejudicados pelo foco de aftosa no Mato Grosso do Sul, Ribas vai expor o temor dos produtores paranaenses de que a doença possa se disseminar no Paraná.
A justificativa é que a vacina demora sete dias para provocar o efeito imunizador nos animais. ''Não podemos esperar tanto tempo'', avisou. Segundo Ribas, é preciso proteger o rebanho paranaense urgentemente. O secretário disse que determinou radicalização total nas barreiras sanitárias ao longo da fronteira com o Mato Grosso do Sul. Todos os carros provenientes daquele estado estão sendo pulverizados com inseticida para eliminação do vírus.
Os criadores de aves também foram afetados pelos prejuízos espalhados pelo foco de afotsa. O estado de Santa Catarina decidiu fechar a fronteira com o Paraná também para a passagem de aves, alegando riscos de contaminação dos rebanhos com a passagem de cargas vivas. O estado catarinense é o único no Brasil a ter o reconhecimento de área livre de febre aftosa sem vacinação.
Santa Catarina está tentando negociar a venda de suínos para os Estados Unidos e Japão, países que pagam bem mais por esses produtos no mercado externo, mas não compram de países e locais que não tenham erradicado a febre aftosa. (V.C.)





