O governador Jaime Lerner anunciou ontem em Umuarama que vai dar prioridade ao Programa ‘‘Arenito Nova Fronteira’’, que prevê uma série de ações e projetos para aquecer a economia da região, partindo da integração lavoura-pecuária. O governador participou do simpósio ‘‘Caminhos do Desenvolvimento do Noroeste’’, realizado no Centro Cultural Schubert, que discutiu estratégias de ação e o que já está sendo feito para reverter o empobrecimento da última fronteira agrícola aberta no Paraná.
Lerner garantiu que vai liberar verbas para a Universidade Estadual de Maringá (UEM) criar uma extensão em Umuarama. ‘‘A região reinvidica a extensão da UEM porque sabe que educação e pesquisa são fundamentais ao processo de desenvolvimento. Por isso, o estado vai apoiar a vinda da universidade’’. Anunciou também a aprovação de um programa de crédito para financiar o plantio de frutas. O Conselho Monetário Nacional autorizou ontem (quinta-feira) e o Banco do Brasil vai liberar créditos para os produtores’’, informou.
O programa Arenito Nova Fronteira quer expandir a produção de grãos para todos os 107 municípios do Noroeste, onde predominam o solo arenoso e a pecuária. O objetivo é gerar novas riquezas e recuperar as pastagens desgastadas. A integração lavoura-pecuária começou em 1997 em Umuarama, quando o prefeito Fernando Scanavaca lançou o Programa de Arrendamento de Terras (Pater). O projeto rompeu o conceito de que o arenito só comportava culturas perenes e incentivou a introdução da cultura de grãos, principalmente a soja.
A soja e outras culturas anuais já ocupam quase 200 mil hectares em 40 municípios. Cooperativas, prefeituras, empresas agropecuárias e associações comerciais aderiram à idéia e acabaram criando um projeto estadual de desenvolvimento sustentado do Noroeste. O Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) já lançou duas publicações com informações sobre tecnologias e viabilidade ténica e econômica da integração lavoura-pecuária no arenito. O IAPAR vai instalar um centro de pesquisas no prédio da Escola Agrícola Federal, onde também funcionará a extensão da UEM.
O Noroeste do Paraná tem 3 milhões de ha, quase 70% ocupado por pastagens, a maioria com baixa produtividade. Em menos de 20 anos, a região perdeu metade de sua população. O número de habitantes caiu de 400 mil para cerca de 200 mil. Segundo o deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR), o governo federal também incluiu no Plano Plurianual um projeto para desenvolvimento do Noroeste que prevê a construção de obras de infra-estrutura e liberação de créditos para os projetos agrícolas.

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