São Paulo - O Paraná possui um rebanho de pouco mais de 10 milhões de cabeças de bovinos (cerca de 5,5% do rebanho nacional) espalhadas por 214,9 mil propriedades. A exportação envolve aproximadamente 15% do volume, representando US$ 5,3 milhões por mês. Auto-suficiente, o Estado ainda coloca grande parte no mercado interno, sobretudo em São Paulo.
Por ser passagem para cargas que vêm das regiões sudeste e centro-oeste em direção aos outros Estados do Sul, o fechamento das fronteiras paranaenses pode respingar também em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de prejudicar frigoríficos de outras regiões que não terão o trânsito livre.
A preocupação também é grande para os produtores de suínos, um segmento bastante representativo no Estado. Ele vinha tendo um crescimento acentuado. No primeiro semestre tinham sido abatidos quase 6 mil animais a mais do que no mesmo período do ano anterior, totalizando 1.714.752 suínos. Com os problemas no Mato Grosso do Sul, o mercado externo já tinha embargado pelo menos 80% das compras, o que representa cerca de US$ 14 milhões ao mês. Agora fecham-se também as portas do mercado interno.
O último caso de aftosa no Paraná foi verificado em maio de 1995, quando foram abatidos 600 animais em Umuarama, no noroeste do Estado. Segundo a secretaria da Agricultura, o governo investe cerca de R$ 27 milhões por ano na defesa sanitária animal e teria liberado todos os recursos próprios necessários. Por isso, há cerca de uma semana o governador Roberto Requião (PMDB) recusou R$ 1,5 milhão oferecido pelo Ministério da Agricultura, dizendo tratar-se de ''ninharia'' e sugerindo que fosse enviado ao Mato Grosso do Sul.

mockup